A Latam prevê uma redução de 3 pontos percentuais na capacidade no terceiro trimestre deste ano, em relação ao que estava previsto pela empresa.
O CEO da companhia aérea, Jerome Cadier, diz à Folha que, apesar da redução na projeção, a Latam Brasil deve registrar crescimento de 8% no período, na comparação com o terceiro trimestre de 2025.
“A gente continua crescendo versus ano passado em torno de 8%. É um crescimento significativo, mas a gente estava se programando para crescer 11%”, afirma.
Segundo Cadier, ainda que os EUA e o Irã chegassem a um acordo e a guerra tivesse fim, os preços do QAV (combustível de aviação) continuariam elevados pelos próximos 6 a 12 meses, sem retornar ao patamar de 2025.
A solução, por ora, é fazer ajustes nos preços das passagens e na oferta. Cadier afirma que não houve corte de rotas ou destinos, mas sim redução na frequência de alguns trajetos, incluindo a ponte aérea entre Rio e São Paulo.
“Você não consegue tirar um navio de um lugar para o outro em questão de dias e você também não consegue reconstruir eventualmente a infraestrutura de refino e de extração de petróleo que foram destruídas. Eu acho que vai demorar um tempo.”
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