Durante muitos anos, escolher um notebook significava comparar principalmente processador, memória, armazenamento e duração da bateria. Agora, um novo item começa a ganhar espaço nessa decisão: a capacidade do computador de executar recursos de inteligência artificial diretamente no próprio dispositivo.
É nesse cenário que surgem os chamados Copilot+ PCs, uma nova categoria de computadores com Windows criada para aproveitar melhor aplicações de inteligência artificial. A principal diferença está na presença de componentes desenvolvidos especialmente para processar tarefas de IA com mais rapidez e menor consumo de energia.
NPU leva processamento de IA para o próprio dispositivo
Um desses componentes é a chamada NPU, sigla para Unidade de Processamento Neural. Enquanto o processador tradicional continua responsável pelas tarefas gerais do computador, a NPU foi projetada para trabalhar com operações relacionadas à inteligência artificial.
Na prática, isso permite que determinados recursos funcionem diretamente no notebook, sem depender o tempo todo de servidores externos. E essa mudança pode trazer benefícios importantes, como respostas mais rápidas, menor consumo de bateria e, em algumas situações, maior privacidade no processamento das informações.
A Microsoft também vem integrando esses equipamentos ao Copilot, seu assistente de inteligência artificial. A proposta é tornar a IA cada vez mais presente dentro do próprio sistema operacional, ajudando o usuário a localizar informações, produzir textos, organizar tarefas e trabalhar com diferentes conteúdos.
Inteligência artificial amplia recursos dos computadores
Outro exemplo está nas chamadas de vídeo. Recursos de inteligência artificial podem melhorar automaticamente a iluminação, reduzir ruídos, desfocar o fundo e manter o usuário enquadrado durante uma reunião. Algumas dessas tarefas podem ser processadas pela própria NPU, deixando o processador principal disponível para outras atividades.
Ferramentas de criação também se beneficiam dessa nova arquitetura. Aplicativos de edição de imagens, vídeos e áudio podem utilizar inteligência artificial para remover fundos, melhorar fotografias, criar efeitos ou acelerar determinados processos sem exigir computadores extremamente poderosos.
Para o usuário comum, talvez a diferença não seja percebida imediatamente ao abrir um navegador ou escrever um documento. Mas, à medida que novos programas incorporam recursos de inteligência artificial, computadores preparados para esse tipo de processamento tendem a aproveitar melhor essas funcionalidades.
Nova arquitetura não exige troca imediata
Isso não significa que todos precisam trocar de notebook imediatamente. Equipamentos tradicionais continuarão atendendo perfeitamente muitas atividades. A mudança está principalmente na direção que a indústria está seguindo.
Fabricantes como Microsoft, Dell, Lenovo, HP, Samsung, ASUS e Acer já oferecem modelos voltados para essa nova geração, demonstrando que a inteligência artificial está deixando de ser apenas um programa instalado no computador para se tornar parte da própria arquitetura das máquinas.
O computador cada vez mais preparado para IA
No fim das contas, os Copilot+ PCs representam uma mudança semelhante àquela que aconteceu quando câmeras, sensores biométricos e assistentes virtuais passaram a fazer parte dos dispositivos que usamos diariamente. O computador do futuro não será apenas mais rápido. Ele também será cada vez mais preparado para entender, auxiliar e executar tarefas usando inteligência artificial desde o momento em que é ligado.
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